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A recuperação precisa de ajuda para o desenvolvimento

SUNSHINE COAST – No início do ano, quando a COVID-19 assolava Wuhan, na China, e começava a envolver o Ocidente, avisei que a crise seria provavelmente replicada numa grande parte do mundo em desenvolvimento, com consequências negativas para todos nós no longo prazo. Infelizmente, essa previsão confirmou-se.

Em meados de Outubro, a Índia está prestes a ultrapassar os Estados Unidos como o país com o maior número de casos de COVID-19, e a América Latina sofreu mais mortes do que qualquer região do mundo. O Banco Mundial avisa que a pandemia poderá empurrar para a pobreza extrema, só este ano, cerca de 50 milhões de pessoas na Ásia e cerca de 30 milhões de pessoas em África. Se isso acontecer, será a primeira vez em mais de duas décadas que a taxa global da pobreza extrema aumentará.

A crise da COVID-19 também acelerou outras transições preocupantes que já se encontravam em curso, nomeadamente a intensificação das tensões entre os EUA e a China, o aumento do proteccionismo e uma recuperação intensiva em carbono que ameaça atrasar a luta mundial contra as alterações climáticas. Todas estas tendências dificultarão ainda mais o cumprimento da agenda para o desenvolvimento que existia antes da pandemia.

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