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Afastar o Sudão do precipício

NOVA IORQUE – O Sudão está à beira do desastre. A 3 de Junho, forças paramilitares abriram fogo sobre manifestantes pacíficos pró-democracia em Cartum, matando mais de 100 pessoas e ferindo outras centenas. Agora, a esperança numa transição suave para um regime civil está a dar lugar ao medo de que o país vá pelo caminho do Iémen, da Síria ou da Líbia.

Há apenas algumas semanas, os militares pareciam estar do lado dos manifestantes. Em Abril, depois de meses de manifestações contra o presidente Omar al-Bashir, os militares obrigaram Bashir a demitir-se. O comandante do grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR), o general Mohamed Hamdan Dagalo (mais conhecido por Hemeti), até afirmou que tinha contrariado uma ordem de Bashir para abrir fogo sobre os manifestantes.

O regime de Bashir, no poder durante quase 30 anos, foi substituído pelo Conselho Militar Provisório (CMP), liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhan, com Hemeti como seu adjunto. Mas os protestos continuaram, exigindo agora uma transição para um regime civil. Isto estimulou o CMP a iniciar negociações com representantes da Associação dos Profissionais Sudaneses, que encabeçou os protestos.

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