frankel129_Steve PfostNewsday RM via Getty Images_now hiring Steve PfostNewsday RM via Getty Images

Não tem nada a ver com a inflação dos anos setenta

CAMBRIDGE – Será que os Estados Unidos e outras economias avançadas estarão a vivenciar a estagflação, ou seja, a combinação infeliz de inflação alta com crescimento baixo na produção e no emprego que caracterizou os meados da década de 1970? Pelo menos no caso dos EUA, a resposta é não. Hoje, os EUA estão perante uma inflação moderada, sem a parte da estagnação. Isso remete-nos para a década de 1960 e não para a década que se seguiu.

É verdade que a inflação dos preços para o consumidores subiu para uns inesperados 6,2% desde o início do ano até outubro, o índice mais elevado desde 1991. Poucos ainda preveem um retorno antecipado da inflação nos 2%, a meta a longo prazo da Reserva Federal (Fed) dos EUA. A inflação também atingiu o seu pico em dez anos no Reino Unido (4,2%) e na União Europeia (4,4%), embora permaneça baixa no Japão.

No entanto, ao contrário da estagflação da década de 1970, a recuperação dos EUA desde a recessão de 2020 induzida pela pandemia tem sido firme, com tendência para a alta, a julgar pelos indicadores do PIB e do mercado de trabalho. A crescente procura por bens está a deparar-se com restrições na oferta, incluindo constrangimentos portuários e escassez de chips, resultando numa inflação de preços. Enquanto isso, a crescente procura de mão de obra está a colidir com uma oferta limitada pelos efeitos persistentes da pandemia. Isto resultou numa inflação de salários.

To continue reading, register now.

Subscribe now for unlimited access to everything PS has to offer.

Subscribe

As a registered user, you can enjoy more PS content every month – for free.

Register

https://prosyn.org/JWSPLTfpt