eichengreen149_spencer platt_getty images_infrastructure Spencer Platt/Getty Images

Uma inoculação de infraestrutura para a recuperação dos EUA

BERKELEY –  Com a impressionante reviravolta dos democratas nas duas eleições de segundo turno para o Senado da Geórgia entregando-lhes o controle de ambas as casas do Congresso a partir de 20 de janeiro, a ideia de auxílio emergencial de US$ 2.000 para cada família certamente estará novamente na pauta dos Estados Unidos. Mas embora o auxílio destinado aos desempregados deveria sem dúvida nenhuma ser uma prioridade, não está claro se esses vales de US$ 2.000 para todos ajudariam de fato a sustentar a recuperação econômica dos EUA.

Um cenário pós-pandemia é uma vigorosa recuperação impulsionada pela demanda, à medida que as pessoas se empanturram de comida nos restaurantes e com outros prazeres que perderam no ano passado. Muitos americanos têm recursos suficientes para financiar uma festança. As taxas da poupança pessoal dispararam após o desembolso dos vales de US$ 1.200 na última primavera. Muitos beneficiários agora esperam economizar seus recentes pagamentos de auxílio de US$ 600, seja porque foram poupados do pior da recessão ou porque as oportunidades de gastos continuam bloqueadas.

Assim, quando for seguro sair novamente, as comportas de gastos se abrirão, potencializando a recuperação. O Fed já prometeu “analisar bem” – isto é, desconsiderar – qualquer inflação temporária resultante dessa euforia.

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