navarro3_Zhai HuiyongVisual China Group via Getty Images_chinasolarpanelsboat Zhai Huiyong/Visual China Group via Getty Images

Adaptação climática, agora!

LUXEMBURGO – Quando os líderes mundiais se reunirem em Madrid para a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP25), eles terão de abordar mais do que as metas futuras para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Terão também de abordar os danos que as alterações climáticas já estão a causar às populações e aos meios de subsistência.

Reforçar a nossa capacidade de adaptação às alterações climáticas nunca foi tão urgente. Muitas regiões estão a enfrentar grandes dificuldades como consequência do aumento da temperatura global e das mudanças nos padrões climáticos. Temos de fazer mais para ajudar os cidadãos e os governos a lidarem com questões como o aumento do nível do mar, incêndios florestais, furacões e outros desastres naturais, e o aumento da erosão costeira. Mesmo que cumpramos a meta do acordo de Paris de limitar o aumento médio da temperatura global para bem abaixo dos 2° C, pelo menos 570 cidades e cerca de 800 milhões de pessoas estarão em risco com o aumento do nível do mar e as tempestades mais frequentes e destrutivas. E estes perigos crescerão à medida que as temperaturas forem ficando cada vez mais elevadas. A própria existência de alguns países insulares e comunidades costeiras estará ameaçada.

É, portanto, essencial reduzir os riscos que as alterações climáticas representam para os seres humanos e para a economia. A menos que sejam tomadas medidas, as alterações climáticas reduzirão o PIB per capita em mais de 7% até 2100, com consequências igualmente graves para os países, sejam eles ricos ou pobres, quentes ou frios.

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